domingo, 21 de outubro de 2012

“Diálogos com Bauman: pensando a construção das adolescências na contemporaneidade”



“Diálogos com Bauman: pensando a construção das adolescências na contemporaneidade” foi um seminário em grupo proposto pela Professora Joice e pelo professor Márcio no qual deveríamos ler uma carta do livro e depois apresentá-las aos demais colegas. Ao nosso grupo, coube a carta de n 5, intitulada: Como fazem os pássaros. Nesse texto, Bauman nos apresenta seu olhar sobre o website twitter, criado em 2006 por Jack Dorsey.
Segundo o autor, a web faz com que percamos a vergonha e a falta de jeito para relatar os fatos, transformando isso numa virtude. Somos levados a expor nossa vida, nossa intimidade em troca de uma fama repentina, do querer ser visto, ser notado. O importante é que os outros saibam o que estamos fazendo, e não porque estamos fazendo, ou o que pensamos a respeito daquilo que fazemos. Além de perdemos nossa intimidade, perdemos também a durabilidade e a profundidade das relações e dos laços humanos.
Obviamente tudo tem suas perdas e seus ganhos, mas segundo o autor, as perdas “tendem a ser desproporcionalmente maiores, mais profundos e insidiosos que os eventuais e raros benefícios.” (Bauman, 2011, p. 28). Os padrões de exposição são ditados pelas celebridades, que são medidos pelo que elas fazem, e não pelo que são. E essa vontade de ter, que em muito supera o ser, transforma-se na ilusão de querer, cada vez mais, ser seguido nessa rede social. Ou seja, quanto mais mensagens eu mando, e quanto mais mensagens me mandam, mais popular e mais célebre eu me torno.
O autor conclui seu texto afirmando que o twitter é para nós, “pessoas comuns”, como uma réplica daquilo que admiramos e queremos ser, porém de forma mais popular, atenuando assim “as crises de humilhação causada pela falta de acesso às lojas exclusivas.” (Bauman, 2011, p.30).

 Fonte: BAUMAN, Zygmunt. 44 cartas do mundo líquido moderno, tradução Vera Pereira. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.  Págs. 26 a 30. ISBN 978-85-378-0681-4




 

sábado, 13 de outubro de 2012

 PRODUZINDO UMA PROPAGANDA:
ADOLESCÊNCIA E CONSUMO

*Esta postagem também pode ser visualizada aqui,
por se tratar de um trabalho feito em grupo.

           O que as propagandas nos dizem? Que discursos estão implícitos por trás de cada uma delas? Que mensagens tais propagandas veiculadas nos meios de comunicação estão querendo passar? São muitas questões que envolvem esses modos de endereçamento, são muitas mensagens, muitos discursos que, para nós, às vezes passa despercebido. Para nós que estamos estudando Mídias na Educação fica mais fácil, até por analisarmos tais propagandas com certa criticidade, mas mesmo assim sempre nos foge algo no momento de analisar tal artefato (propaganda).  Fizemos um trabalho onde a proposta era escolher uma propaganda voltada para o público adolescente com o objetivo de analisar, de forma critica, as estratégias empregadas no anuncio escolhido pelo grupo. Escolhemos, para tal analise, um comercial do biscoito recheado mini traquinas, (link abaixo). No vídeo de aproximadamente 30 segundos, vemos uma mãe que imita a filha no modo de falar, descrevendo todas as vantagens de consumir mini traquinas no lanche da escola. No momento em que a mãe formula a ideia de que comendo traquinas el@s ficarão lind@s maravilhos@s e super- poderos@s, isso dá às crianças e adolescentes a certeza de que devem consumir esse tipo de alimento. Por isso decidimos por essa propaganda, por entendermos que esse tipo de informação midiática instiga os jovens a se ingerir esse tipo de alimento, abrindo mão, muitas vezes,  de uma dieta saudável e equilibrada.  Podemos perceber neste anuncio o grande poder de sedução que ele causa nos jovens, e a entedemos como uma pedagogia cultural, onde entra em nossas casas com uma sutileza, com um pretexto de fazer alguém mais “feliz”, mais “linda”, mais “poderosa”. Estes artefatos midiáticos estão em toda parte do nosso dia-dia; na TV, nas revistas, nas escolas; enfim, esses modos de sedução vem para nos fazer acreditar, nos fazer querer ser o outro, parecer ser o outro. Como podemos observar no quadro abaixo, mini trakinas tem em seu quadro nutricional:

Item
Quantidade por porção
VD*

Informação Nutricional Porção de 25g (8 biscoitos)

Valor energético
121kcal
6
Carboidratos
16g
5
Açúcares
7,2g
**
Proteínas
1,7g
2
Gorduras totais
5,3g
10
Gorduras saturadas
1,6g
7
Gorduras monoinsaturadas
2,6g
**
Gorduras poliinsaturadas
0,9g

Gorduras trans
0g
**
Colesterol
0mg
0
Fibra alimentar
1g
4
Sódio
58mg
2
Vitamina A
50µg RE
8
Vitamina B12
0,20µg
8
Vitamina B9
20µg
8
Ferro
1,1mg

Zinco
0,58mg
8

(*) Valores Diários de Referência com base em uma dieta de 2.000 calorias ou 8.400 Kj.
(** )Valor Não Estabelecido


 Segue a baixo a propaganda¹ e a contra-propaganda² que fizemos a partir do anúncio escolhido:

quarta-feira, 2 de maio de 2012

ALGUMAS REFLEXÕES A RESPEITO DO DOCUMENTÁRIO: 
CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO

Ao assistir o documentário “Criança, a alma do negócio”, pude refletir como a mídia há muito tempo já percebeu o papel economicamente ativo das crianças. A forma como as propagandas são abordadas nos programas voltados para o publico infantil é revela o potencial de absorção do consumismo que esta infância tem. Usando das mais diversas técnicas e artimanhas – sejam elas éticas ou não – o certo é que, este mercado cresce cada vez mais e com isso mais investimentos são feitos, na mesma proporção que se consome.
Em todos os meios midiáticos aos quais as crianças estão expostas – internet, TV, jornais, revistas, etc. – estes espaços são patrocinados por empresas que há muito tempo perceberam o potencial consumidor que as crianças possuem e investiram pesado, para com isso obterem mais lucros. Mas o que mais nos preocupa com esse consumismo exagerado, é a forma como ele é feito, como ele é gerado. Sabe-se que, para se construir qualquer material, muito recurso natural é utilizado. O crescente consumo também gerará, na ponta do processo, muito lixo. Esses fatores aliados (destruição da natureza para produção e lixo gerado com o descarte do produto), é preocupante
Nós educadores, sabendo do potencial que as mídias tem, podemos e devemos investir na educação por esse viés. Abordando trabalhos que tem como objetivos cuidar e preservar a natureza, por exemplo. Ao abordarmos esses temas, estamos fazendo com que eles também percebam e reconheçam que, apesar de continuarem consumindo, podem assim o fazer de forma mais consciente.
Como sabemos, a educação não se dá somente na escola, se dá em todos os lugares e a todos os momentos. Porém, sendo a escola o espaço institucionalizado de ensino, cabe a ela abordar esses temas que são, muitas vezes, deixados de lado como se não fizessem parte da educação das crianças.

Clicando aqui, verás um vídeo produzindo pelo Instituto Alana que aborda questões dessa temática, e clicando aqui visualizarás um texto que é de autoria de Lais Fontenelle Pereira, mestre em psicologia clínica pela PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e também psicóloga do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana.

domingo, 22 de abril de 2012

Reflexão sobre as produções midiáticas, entendidas como espaços de aprendizagem ou pedagogias culturais.


Hoje em dia é praticamente impossível não ser alcançado, de alguma maneira, pela grande mídia. Entendendo aqui grande mídia como todos os meios de informação disponíveis. Sendo assim, a mídia influencia diretamente em nossas decisões, nos nossos gostos e na nossa forma de viver. Essa “invasão” contribui para a constituição dos sujeitos atingidos por ela. Ao ser alcançado, as formações das pessoas tornam-se socialmente universalizadas, e consequentemente, consumidoras dos mesmos produtos. Portanto, essa sociedade mantém basicamente a mesma forma de consumo.
A produção midiática é formada, construída pensada no tipo de público que ela almeja atingir. Esse público uma vez atingido passa a interagir sempre com essa produção. A relação que esse público estabelece com a produção midiática, é muito intensa a partir do momento que os objetivos são alcançados.
Pensando assim, podemos nós, educadores, articular algumas possibilidades de articular a realização de algum trabalho pedagógico através da produção midiática. Sendo assim podemos propor um trabalho voltado, por exemplo, para o tema Preservação Ambiental. Partindo dessa proposta, pode-se pedir que busquem vídeos, trabalhos, produções em geral relacionado com a temática. Após essa coleta, eles terão a possibilidade de desenvolver seu próprio trabalho, que será fruto de uma produção midiática pré-existente.
Clique aqui para acessar um material complementar sobre o assunto.


quinta-feira, 22 de março de 2012

MÍDIAS E EDUCAÇÃO

            Primeiramente quero expressar minhas expectativas em relação à disciplina. São grandes e as melhores possíveis, pois, entendo que no mundo ao qual estamos inseridos torna-se essencial que a discussão sobre mídias e educação (educação aqui entendido no sentido amplo e como o fenômeno que ocorre em todos os espaços e não somente aquela que ocorre no espaço institucionalizado de ensino que é escola) atente e tome para seu uso as importantes ferramentas midiáticas. A minha intenção nesse blog é tratar das mídias em geral, sem excluir nenhuma delas, mas não posso negar o interesse que tenho em relação à internet. A internet me desperta um interesse especial por acreditar que ela seja o veiculo contribuidor de quase todos os processos educativos e também por considerar que uma parcela significativa da população tem acesso à mesma. Como postei no subtítulo, esse blog foi criado para postar as reflexões da disciplina e as articulações entre as mídias, a cultura e a educação, assunto que muito me interessa por acreditar que essa ferramenta possa ser o “upgrade” que a educação contemporânea necessita.